Uma agenda de Flávio com Donald Trump: um jeito de retirar o pré-candidato de uma crise gigantesca. (Fotos: Reproduções)


O pré-candidato à eleição presidencial pelo PL, senador Flávio Bolsonaro (PL), recebeu convite da Casa Branca para uma agenda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A informação foi confirmada por assessores próximos ao parlamentar nesta quinta-feira (21). Segundo a equipe de Bolsonaro, ainda não há data definida nem programação oficializada para a visita.

Interlocutores ouvidos pela reportagem afirmam que Flávio Bolsonaro considera viajar a Washington já na próxima semana.

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A decisão, porém, vai depender da avaliação sobre o “momento político” e da confirmação da Casa Branca quanto à disponibilidade do presidente norte-americano para uma audiência.

“O convite foi feito, mas não há nada oficializado”, disse um assessor. Ele ressaltou que a definição da data e da agenda ainda está em aberto.

A possível viagem é vista como uma tentativa de criar uma agenda positiva para o senador, que enfrenta dificuldades em sua campanha eleitoral, abalada pela denúncia de que tinha relação íntima com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que lhe fez doação milionária supostamente para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro.

Nos últimos dias, Bolsonaro tem sido pressionado por sua relação com o banqueiro, tema que gerou desgaste político e críticas de adversários.

O encontro com Trump, caso se concretize, teria forte peso simbólico. O presidente norte-americano mantém influência significativa entre setores da extrema direita no Brasil e já demonstrou proximidade com lideranças desse espectro ideológico.
Para Flávio Bolsonaro, a reunião poderia reforçar sua imagem internacional e sinalizar alinhamento com pautas defendidas por Trump, como nacionalismo econômico e políticas de segurança mais rígidas.

Apesar da expectativa, a ausência de confirmação oficial da Casa Branca gera cautela entre aliados.

A avaliação é que o anúncio prematuro de uma viagem sem garantias poderia expor o senador a críticas adicionais.

Ainda assim, a articulação segue em curso, com a equipe de Bolsonaro buscando viabilizar a agenda em Washington.