O presidente francês Emmanuel Macron, chega ao Chipre para encontro. (Reprodução: TV)


O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira (9), no Chipre, que prepara uma missão internacional “puramente defensiva” para reabrir o Estreito de Ormuz e garantir o fluxo de petróleo e gás. A operação, segundo ele, fará parte de um amplo destacamento militar francês relacionado ao conflito no Oriente Médio.

Macron visitou o aeroporto militar de Pafos, no sudoeste da ilha, atingido por um drone após o início da ofensiva israelo-americana contra o Irã, em 28 de fevereiro. O presidente declarou apoio ao líder cipriota, Nikos Christodoulides. “Quando o Chipre é atacado, a Europa é atacada”, disse. O premiê grego, Kyriakos Mitsotakis, que acompanhava a visita, reforçou que as ações são “estritamente defensivas”.

Além da França, Itália e Espanha enviaram fragatas para a região. Macron também esteve no porta-aviões francês Charles de Gaulle, deslocado para o Mediterrâneo Oriental no início do conflito. O navio lidera um destacamento que inclui oito fragatas e dois porta-helicópteros anfíbios, com atuação no Mediterrâneo, no mar Vermelho e no estreito de Ormuz.

Continua depois da publicidade

O presidente anunciou ainda que a França contribuirá com duas fragatas para a Operação Aspides, lançada pela União Europeia em 2024 no mar Vermelho, sob comando grego. A UE, segundo Ursula von der Leyen e António Costa, estuda reforçar missões de proteção marítima.

Macron disse que a nova missão terá caráter “defensivo e de apoio”, com escolta de navios porta-contêineres e petroleiros após a fase mais intensa do conflito. O bloqueio do estreito elevou os preços do petróleo e do gás nos últimos dias. Ele afirmou que negocia participação de países europeus e asiáticos, como a Índia.

A França, que preside o G7 em 2026, organiza nesta terça (10) uma reunião extraordinária de ministros de Energia em Paris. Macron defendeu coordenação estreita para enfrentar a crise e citou como opção o uso de reservas estratégicas.

Durante a viagem, o presidente reiterou apoio à proteção de países do Golfo e pediu ao Hezbollah que cesse ataques a partir do Líbano. “Israel deve então cessar suas operações militares e ataques contra o Líbano o mais rápido possível”, disse, defendendo que a soberania libanesa seja restaurada.