O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou ao colega Alexandre de Moraes que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), seja incluído como investigado no inquérito das fake news. O pedido foi formalizado por meio de uma notícia-crime apresentada por Gilmar e confirmado pelo próprio ministro. O caso tramita sob sigilo.
A iniciativa ocorre após Zema divulgar, em março, um vídeo nas redes sociais com críticas ao Supremo e ataques direcionados a Gilmar Mendes e ao ministro Dias Toffoli, no contexto do chamado “caso Master”. Na gravação, os magistrados são retratados como fantoches.
Para Gilmar, o conteúdo não apenas ofende sua honra pessoal, mas também atinge a imagem institucional da Corte. O ministro afirma ter tomado conhecimento do vídeo em 5 de março.
Segundo interlocutores do STF, Alexandre de Moraes encaminhou o pedido para manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por avaliar se há elementos para abertura de investigação contra o governador.
O que é o inquérito das fake news
Aberto em março de 2019, o inquérito das fake news foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e está sob relatoria de Alexandre de Moraes. O objetivo da investigação é apurar a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros da Corte e contra o sistema democrático.
Desde sua criação, o inquérito é alvo de controvérsias, mas tem como foco identificar redes organizadas que atuam para desacreditar instituições, intimidar autoridades e estimular discursos antidemocráticos, especialmente por meio das redes sociais.



