Ministra de Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann - Reprodução/Instagram


A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (19/2) após críticas de setores evangélicos relacionadas à homenagem recebida pelo petista da escola de samba Acadêmicos de Niterói. Segundo Gleisi, as acusações de que Lula estaria atacando famílias e religiosos não passam de “oportunismo” e repetem estratégias utilizadas por adversários políticos em eleições anteriores.

De acordo com a ministra, integrantes da extrema direita estariam disseminando informações falsas para desgastar o governo. Ela afirmou que, em 2022, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro já propagavam conteúdos semelhantes, como a alegação de que Lula perseguiria igrejas ou promoveria mudanças nas escolas que afrontariam valores religiosos. Para Gleisi, trata-se de uma narrativa “dissimulada e mentirosa”, sem respaldo em ações concretas do governo.

Ao rebater as críticas, a ministra destacou programas sociais e políticas públicas implementadas nas gestões petistas que, segundo ela, beneficiaram milhões de famílias brasileiras, incluindo evangélicas. Entre as iniciativas citadas estão o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida, o Farmácia Popular, o PRONAF e a Lei de Liberdade de Culto, sancionada em 2003. Gleisi argumentou que essas medidas demonstram o compromisso do presidente com a melhoria das condições de vida da população e com o respeito à fé.

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Por fim, a ministra condenou o que classificou como uso político da religião. Ela afirmou que Lula nunca compactuou com discriminação ou intolerância religiosa e defendeu que a fé não deve ser instrumento de manipulação eleitoral. Gleisi concluiu dizendo que os críticos do governo responderão “à justiça terrena e divina”, reiterando que, na avaliação dela, os fatos comprovam o compromisso da atual gestão com as famílias e com a liberdade religiosa.