O governo federal, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Fundo Verde para o Clima (GCF, na sigla em inglês) anunciaram a criação de um fundo climático de US$ 1 bilhão voltado à inovação industrial e à redução de emissões de gases de efeito estufa até 2035.
O anúncio foi feito durante o COP30 Business and Finance Forum, realizado em São Paulo, e integra a Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP), coordenada pelo BNDES. O fundo será estruturado como instrumento catalítico de investimento em participações, com lançamento previsto para 2026.
Segundo o Ministério da Fazenda, trata-se do primeiro fundo climático do tipo dedicado exclusivamente a um país. A proposta é mobilizar capital público e privado em larga escala para acelerar a transição verde da indústria brasileira. O fundo terá tamanho inicial estimado em mais de US$ 400 milhões, com potencial de alavancar até US$ 1 bilhão em recursos de investidores comerciais e instituições financeiras de desenvolvimento.
Os recursos serão destinados a projetos com impacto ambiental positivo, especialmente em setores estratégicos da economia, como energia, transporte, agroindústria e manufatura. O plano está alinhado à meta climática brasileira de reduzir pela metade as emissões até 2035, conforme compromisso assumido pelo país no Acordo de Paris.
De acordo com o BNDES, o fundo buscará apoiar empresas que desenvolvam soluções tecnológicas voltadas à descarbonização, eficiência energética e economia circular. A expectativa é que o instrumento contribua para o fortalecimento da indústria nacional em bases sustentáveis, promovendo competitividade e geração de empregos verdes.
O GCF, principal mecanismo multilateral de financiamento climático da ONU, será um dos investidores âncora do fundo. A participação do Brasil na iniciativa é considerada estratégica para ampliar o acesso a recursos internacionais voltados à mitigação e adaptação às mudanças climáticas.
A estruturação do fundo será conduzida ao longo de 2025, com apoio técnico de instituições nacionais e internacionais. O lançamento oficial está previsto para o primeiro semestre de 2026.


