Segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,88% no mês, após alta de 0,83% em fevereiro.
O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável pelo resultado, com aumento de 1,56%, bem acima da variação de 0,26% registrada no mês anterior.
Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio subiu 1,94%, contra apenas 0,23% em fevereiro. Entre os itens que mais pressionaram o índice estão o tomate (20,31%), a cebola (17,25%), a batata-inglesa (12,17%), o leite longa vida (11,74%) e as carnes (1,73%). Em contrapartida, alguns produtos registraram queda, como a maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%).
Quando se observam apenas as maiores variações percentuais, destacam-se a cenoura (28%) e a abobrinha (23,5%), seguidas por tomate, cebola, feijão-carioca (15,4%), batata-doce (13,4%), açaí em emulsão (12,5%), batata-inglesa, leite longa vida e pimentão. Já entre as maiores quedas figuram o abacate (-13,2%), a laranja-baía (-8%), a maçã, a laranja-lima, o peixe-palombeta, o limão, a banana-maçã, a mandioca, o inhame e o açúcar refinado.
O grupo Transportes também exerceu forte pressão sobre a inflação. A alta passou de 0,74% em fevereiro para 1,64% em março, puxada principalmente pelos combustíveis, que avançaram 4,47%. A gasolina, que havia recuado 0,61% no mês anterior, subiu 4,59% e foi o item que mais impactou o IPCA, com contribuição de 0,23 ponto percentual. O óleo diesel registrou aumento expressivo, de 13,90%, enquanto o etanol avançou 0,93% e o gás veicular caiu 0,98%.
Diante da escalada dos preços dos combustíveis, o governo federal anunciou um pacote de medidas para tentar conter a alta, com custo estimado em R$ 30,5 bilhões, segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
Entre os serviços de transporte, as passagens aéreas continuaram em alta, mas com menor intensidade: a variação passou de 11,4% em fevereiro para 6,08% em março. As tarifas de ônibus urbano subiram 1,17%, refletindo reajustes em algumas cidades e mudanças nas regras de gratuidade ou descontos em domingos e feriados. Outras modalidades tiveram variações mais moderadas: táxi (0,26%), metrô (0,67%) e ônibus intermunicipal (0,22%).



