Em entrevista ao BC TV, do portal Brasil Confidencial, o jornalista e especialista em mercado imobiliário Roberto Viegas compartilhou suas perspectivas sobre o setor. Com uma análise aprofundada, ele discutiu como as altas taxas de juros afetam o financiamento imobiliário e dificultam o acesso das famílias à casa própria.
“A gente precisa resgatar um pouquinho no tempo e lembrar como era comprar um imóvel há 20 anos. Naquela época, praticamente não havia financiamento. Apenas quem tinha recursos em caixa conseguia adquirir um imóvel”, destacou Viegas. Segundo ele, o modelo atual de financiamento cria uma ilusão perigosa, onde parcelas acessíveis podem se tornar insustentáveis devido às variações das taxas de juros.
O especialista também ressaltou a necessidade de taxas de juros mais acessíveis para viabilizar o financiamento imobiliário. “Os bancos descobriram esse filão e agora financiam o cliente, que fica encarterado dentro do banco por 20 ou 30 anos”, observou. Ele defende uma visão de longo prazo para o financiamento, a fim de evitar que as taxas comprometam a capacidade de pagamento dos compradores.
Sobre a viabilidade do imóvel como investimento, Viegas foi direto: “Não é apenas um ditado que atravessa o tempo dizer que o imóvel é um bem seguro. As famílias historicamente se organizam para conquistar sua propriedade”. Ele destacou que o mercado imobiliário de São Paulo está aquecido, com mais de 108 mil unidades vendidas em um ano.
Outro ponto abordado foi a definição de um bom investimento em imóveis. “Você precisa garantir mobilidade para as pessoas”, enfatizou. Segundo ele, localização estratégica e qualidade do acabamento são fatores essenciais na valorização do imóvel.
Ele também destacou o papel da legislação urbana e do Plano Diretor na revitalização de áreas esquecidas. “Essas diretrizes permitiram que corredores abandonados ao longo de décadas recebessem novos investimentos”, afirmou.
Viegas concluiu que o mercado imobiliário consegue atender a diferentes perfis de compradores, desde o alto padrão até programas sociais. “As incorporadoras estão produzindo imóveis para todas essas categorias”, disse.
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