A milícia xiita intensifica os disparos de mísseis em apoio ao Irã; a resposta israelense atinge infraestruturas petrolíferas iranianas e deixa centenas de mortos no Líbano.
O grupo xiita Hezbollah lançou, neste domingo, sua maior ofensiva de mísseis e foguetes contra o território israelense desde o início das hostilidades, marcando uma escalada na sua intervenção direta em favor de Teerã. Embora o sistema de defesa Domo de Ferro tenha interceptado a maioria dos projéteis, evitando vítimas imediatas em solo israelense, a ofensiva aprofunda a instabilidade regional.
O custo humano no Líbano
A resposta militar de Israel concentra-se em Dahieh, no subúrbio sul de Beirute e reduto histórico do Hezbollah. Segundo o Ministério da Saúde libanês, o balanço de vítimas já ultrapassa 300 mortos e 800 feridos. A crise humanitária agrava-se com cerca de 454.000 deslocados, dos quais apenas um quarto está alojado em centros governamentais.
Na madrugada de domingo, um bombardeio israelense contra um hotel no centro da capital libanesa — área que até então era considerada relativamente segura — resultou em pelo menos quatro mortos. As Forças de Defesa de Israel (FDI) justificaram a operação afirmando que o alvo eram comandantes da Guarda Revolucionária do Irã.
Pressão sobre a economia iraniana
A estratégia de Israel expandiu-se para o asfixiamento econômico do regime de Teerã. Pela primeira vez, refinarias e depósitos de petróleo foram alvo de ataques conjuntos entre Israel e Estados Unidos.
- Impacto: O abastecimento de combustível em Teerã foi interrompido.
- Posição oficial: O governador da capital, Mohammad Sadegh Motamedian, admitiu danos severos na rede de distribuição, embora afirme que a situação está “sendo resolvida”.
- Vítimas: O embaixador iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, estima que o número de civis mortos no país já supere 1.300.
Guerra de exaustão
Em Israel, o serviço de emergência Estrela de David Vermelha revisou o número de vítimas fatais para dez desde o início do conflito. No entanto, o porta-voz militar Effie Defrin sinalizou que não há previsão de cessar-fogo. Defrin destacou que o volume de munição utilizado nesta campanha já é o dobro do registrado no conflito de junho do ano passado, indicando uma operação de escala e duração sem precedentes.


