Pela primeira vez em sua história, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta terça-feira (4), a lista dos sobrenomes mais comuns entre os brasileiros.
O levantamento, baseado nos dados do Censo Demográfico de 2022, revela que o sobrenome Silva lidera com ampla vantagem: são mais de 34 milhões de pessoas registradas com esse nome de família no país.
Na segunda posição aparece Santos, com 21,3 milhões de registros, seguido por Oliveira, que soma 11,7 milhões.
Outros sobrenomes bastante frequentes são Souza (9,1 milhões), Pereira (6,8 milhões), Ferreira (6,2 milhões), Lima (6 milhões), Alves (5,7 milhões), Rodrigues (5,4 milhões) e Costa, que fecha o ranking dos dez mais populares, com 4,8 milhões de pessoas.
A divulgação inédita permite uma nova leitura sobre a identidade civil dos brasileiros, ao lado de dados já conhecidos como os nomes próprios mais comuns — Maria, entre as mulheres, e José, entre os homens. Essas informações ajudam a traçar um retrato mais completo da população, com nuances culturais e históricas que atravessam gerações.
Além do ranking nacional, o site do IBGE oferece uma ferramenta interativa que permite ao cidadão consultar a frequência do seu próprio sobrenome, com detalhamento por estado e município.
A iniciativa amplia o acesso a dados personalizados e reforça o papel do Censo como instrumento essencial para o planejamento de políticas públicas e compreensão da diversidade brasileira.
Em Morrinhos e Bela Cruz, no Ceará, 22% da população se chama Maria

O Brasil continua sendo o país de Marias, Josés e Silvas. É o que revela a nova edição do levantamento “Nomes no Brasil”, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Atualizado com dados do Censo Demográfico de 2022, o estudo mapeou mais de 140 mil nomes e 200 mil sobrenomes, e pela primeira vez trouxe os sobrenomes mais frequentes no país — com “Silva” na liderança, presente em 16,76% da população.
Ranking nacional e regional
Os nomes próprios mais comuns seguem sendo Maria e José, como já apontado na edição anterior, baseada no Censo de 2010.
O levantamento também permite observar tendências ao longo das décadas. Nomes como Osvaldo e Terezinha, com idades medianas de 62 e 66 anos, perderam espaço para Gael e Helena, que têm idades medianas de 1 e 8 anos, respectivamente. A ferramenta mostra ainda a frequência de registros por década e a distribuição geográfica dos nomes.
Comparações internacionais
A nova versão do site inclui o mapa interativo “Nomes no Mundo”, que permite comparar os nomes mais populares em diferentes países com os registros brasileiros. O sobrenome chinês “Wang”, por exemplo, aparece em 1.513 registros no Brasil. Já os bolivianos “Juan” e “Juana” têm 67.908 e 3.113 registros, respectivamente.
Curiosidades locais
Em Morrinhos (CE) e Bela Cruz (CE), cerca de 22% da população se chama Maria.
Em Santana do Acaraú (CE), 10% dos habitantes se chamam Ana.
Em Buriti dos Montes (PI), o nome Antonio representa 10,06% da população.
Privacidade garantida
Para preservar o sigilo estatístico, o IBGE oculta dados de nomes com menos de 20 registros nacionais ou com baixa incidência por estado e município. A proteção também se aplica a filtros por década.
Cultura e onomástica
O site traz uma aba dedicada à Onomástica — estudo dos nomes próprios — com curiosidades sobre a dinâmica cultural refletida nos nomes e sobrenomes.
Segundo Rodrigo Almeida Rego, gerente de Inovação e Desenvolvimento do IBGE, o sucesso da versão anterior motivou a ampliação do projeto: “Agora que temos a real dimensão do grande interesse da sociedade por dados sobre nomes, quisemos não só atualizar o site com dados do censo mais recente, como acrescentar mais dimensões para se explorar”.
A coleta considerou o primeiro nome e os sobrenomes informados pelos moradores em 1º de agosto de 2022, data de referência do Censo. Foram contabilizadas variações de grafia como Ana/Anna e Luis/Luiz, sem considerar sinais diacríticos. O sexo informado reflete exclusivamente a declaração feita no momento da coleta.
O site “Nomes no Brasil” permite gerar rankings por gênero, década de nascimento, letra inicial e localização — do país aos municípios.



