“É claro que o Irã jogará nos Estados Unidos. E o motivo é muito simples: precisamos nos unir e nos conectar com as pessoas. A Fifa une o mundo. Devemos sempre nos lembrar de ser positivos”, disse Infantino, em discurso pregando a paz, mas sem a presença de representantes do país do Oriente Médio entre as 211 delegações presentes.
Infantino aposta na força do futebol para mudar o cenário de guerra e incertezas entre Estados Unidos e Irã. “Precisamos mostrar que estamos felizes. Já existem problemas suficientes no mundo. Se ninguém tentar nos unir, o que será do nosso mundo? É uma oportunidade que temos no congresso e na Copa do Mundo. Temos o poder e a magia de estarmos unidos, porque unidos somos invencíveis”, declarou.
Mesmo dizendo que os iranianos são bem-vindos aos Estados Unidos, o presidente Donald Trump disse recentemente que não recomendaria a ida da seleção aos Estados Unidos sob o temor de falta de segurança a seus jogadores.
O sorteio dos grupos da Copa do Mundo colocou o Irã no Grupo G, ao lado de Nova Zelândia, rival da estreia, dia 15 de junho, Bélgica (se enfrentam dia 21) e Egito, oponente final, no dia 27. E todos os compromissos caíram em solo norte-americano, com os dois primeiros duelos em Inglewood, na Califórnia, e depois Seattle.
O Irã até tentou levar os compromisso para o México, sem sucesso. E vira e mexe algum dirigente/político do país deixa sua participação na Copa do Mundo em xeque, ora por segurança, ora pela possível ausência de torcida, ora por orgulho nacional.


