Em comunicado, a IRGC informou que os navios incluíam petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações comerciais. A Guarda Revolucionária afirmou ainda que o tráfego pelo estreito está sendo realizado “mediante autorização e coordenação” de sua força naval.
A declaração reforça o controle operacional exercido pelo Irã sobre a navegação na região, sob forte preocupação com possíveis impactos do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o fluxo de petróleo no Oriente Médio.
Mais cedo, dados de navegação da LSEG e da Kpler, reunidos pela Reuters, mostraram que dois superpetroleiros chineses deixaram o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira – enquanto um terceiro navio de bandeira sul-coreana seguia em direção à saída -, após permanecerem mais de dois meses no Golfo com cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto a bordo.
As embarcações fazem parte de um pequeno grupo de superpetroleiros que deixou o Golfo neste mês por uma rota de trânsito definida pelo Irã, segundo a agência.
O Estreito de Ormuz é responsável pelo transporte de cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente e segue no centro das preocupações dos investidores diante do risco de interrupções logísticas e de alta adicional nos preços da commodity.

