A escalada de violência no Oriente Médio já deixou mais de 1.300 mortos no Irã desde sábado (28), segundo dados da organização Crescente Vermelho.
Explosões foram relatadas em diversas cidades iranianas nesta quinta-feira (5), enquanto Israel afirma estar conduzindo novos ataques contra Teerã.
Os Estados Unidos também participam da ofensiva em represália às forças persas. Paralelamente, forças israelenses ampliaram o alcance dos bombardeios ao Líbano.
Em comunicado divulgado no Telegram, o exército israelense declarou ter matado Wasim Attallah Ali, comandante do Hamas, na cidade de Trípoli, no norte do Líbano. Segundo os militares, tropas da marinha foram responsáveis pela operação e afirmaram que Ali treinava combatentes do grupo.
O Hamas não se pronunciou até o momento. Pelo menos oito pessoas morreram nos ataques israelenses ao território libanês apenas nesta quinta-feira.
A ofensiva provocou uma ordem inédita de evacuação forçada nos subúrbios do sul de Beirute, região densamente povoada que abriga cerca de 400 mil pessoas. Moradores foram instruídos a fugir em direção a Trípoli, mas enfrentam congestionamentos e dificuldades para deixar a área rapidamente.
O governo libanês estima que 84 mil pessoas já tenham sido deslocadas do sul do país, após Israel reiterar a ordem de retirada para além do rio Litani.
Beirute, a capital libanesa, que já recebia deslocados do sul, agora vê multiplicar-se o fluxo de famílias em busca de refúgio.
Enquanto isso, os Emirados Árabes Unidos informaram que suas defesas aéreas interceptaram ameaças de mísseis e drones provenientes do Irã. Em nota publicada na plataforma X, o Ministério da Defesa pediu que a população siga medidas de segurança.
A crise, marcada por ataques simultâneos e deslocamentos em massa, expõe a fragilidade da região diante de uma ofensiva militar sem precedentes. O cenário é de incerteza, com milhares de civis tentando escapar da violência e sem destino claro para onde possam se refugiar.


