
A Justiça Federal do Paraná condenou oito pessoas ligadas ao PCC por organização criminosa e tentativa de extorsão envolvidos no sequestro do senador Sergio Moro, do União/PR. A condenação está ligada à Operação Sequaz, deflagrada em março de 2023 pela Polícia Federal (PF).
O senador e ex-juiz da operação lava-jato publicou nas redes sociais, na quinta-feira (23), um agradecimento às autoridades envolvidas e afirmou ainda que, “falta descobrir o mandante do crime”.
A apuração foi feita a partir do depoimento de uma testemunha protegida da Justiça de São Paula e ex-integrante do PCC, o mesmo confessou aos investigadores o plano de sequestro de Sergio Moro, posteriormente levado para a PF.
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 13 pessoas à Justiça Federal em maio de 2023. Segundo a denúncia, o plano de sequestro estava relacionado a medidas adotadas por Moro enquanto ministro da Justiça, como a transferência de lideranças da facção criminosa para presídios federais de segurança máxima, além da proibição de visitas íntimas para evitar a transmissão de ordens da alta hierarquia.
Os criminosos planejavam ainda obter vantagens na prática do sequestro, como a revogação das medidas adotadas pelo então ministro na época, até sensação de pânico na população civil e em autoridades públicas, disse o MPF.
A organização criminosa teria iniciado o plano de sequestro em maio de 2022. As investigações apontaram que integrantes do PCC monitoravam locais que Moro frequentava, como o clube em Curitiba onde o senador costuma votar. O esquema ocorreria na data do segundo turno das eleições de 2022.


