O presidente Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Em reunião ministerial realizada nesta terça-feira, 26, no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cobrou fidelidade política dos ministros indicados por partidos do Centrão e manifestou incômodo com a participação de auxiliares em eventos com lideranças da oposição, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A crítica foi direcionada especialmente aos ministros filiados ao União Brasil e ao PP, que estiveram presentes na cerimônia de homologação da federação entre os dois partidos, realizada em Brasília. O evento contou com discursos de tom oposicionista e a presença de Tarcísio, cotado como possível candidato à Presidência em 2026.

“Se não quiserem defender o governo, que entreguem os cargos”, afirmou Lula, segundo relatos de participantes da reunião. O presidente disse não querer constranger ninguém, mas também não aceitar ser constrangido por atitudes que considera desleais.

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Lula também fez críticas ao presidente do União Brasil, Antonio Rueda, afirmando que não gosta dele e que a recíproca é verdadeira. A declaração foi interpretada como um sinal de tensão crescente entre o Palácio do Planalto e lideranças partidárias que integram a base aliada, mas mantêm interlocução com setores da oposição.

Durante o encontro, o presidente voltou a indicar que pretende disputar a reeleição em 2026, caso esteja em boas condições de saúde. “Se eu estiver bem, sou candidato”, disse.

O chefe do Executivo ainda criticou o uso de símbolos associados à extrema direita, como bonés com a frase “Make Brazil Great Again”, em referência ao slogan utilizado por Donald Trump nos Estados Unidos. Lula classificou como “traição à pátria” o apoio de parlamentares brasileiros a sanções internacionais contra o país, citando o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A reunião ministerial ocorre em meio a articulações políticas para recompor a base de apoio ao governo no Congresso, diante de votações importantes previstas para o segundo semestre.

Silvio Costa Filho declara fidelidade a Lula

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que não seguirá a orientação nacional de seu partido, o Republicanos, caso este decida apoiar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em uma eventual candidatura à Presidência da República em 2026.
Durante evento em Pernambuco, Costa Filho declarou que se sente “um estranho no ninho” dentro da legenda, mas que sua lealdade é com o presidente Lula, a quem atribui gratidão pela nomeação ao cargo. Segundo ele, o diretório do Republicanos em Pernambuco não apoiará Tarcísio, mesmo que o partido nacional o lance como candidato.

No mesmo evento, Costa Filho também declarou apoio à reeleição do senador Humberto Costa (PT-PE), destacando a importância de eleger aliados de Lula para o Senado como forma de enfrentar o que chamou de “bolsonarismo que tem feito mal às instituições e ao povo brasileiro”.

A fala do ministro reforça a divisão interna no Republicanos, partido que abriga tanto aliados do governo quanto nomes da oposição, e antecipa os desafios da legenda na definição de seu posicionamento para 2026.

Se quiser, posso transformar esse conteúdo em uma nota oficial, um post para redes sociais ou até um discurso político. É só dizer o formato que você prefere.