Lula falando no Fórum Brasil-Japão: o país tem potencial seguro de investimentos. (Foto EBC)


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no encerramento do Fórum Brasil-Japão, disse que o país possui estabilidade política, reforma tributária, aposta na democracia, no crescimento econômico e na consolidação de conquistas sociais”. O evento aconteceu em Tóquio, capital do Japão, onde uma comitiva acompanhou o presidente. Lula listou a série de conquistas recentes que fazem do Brasil é um local propício para investimentos e crescimento mútuo. Segundo ele, características que já se concretizaram, por exemplo, no anúncio da venda de 15 aeronaves da Embraer ao Japão e em uma série de acordos comerciais.

“O Brasil é um porto seguro. Estamos consolidando com o Japão uma nova estratégia de relacionamento. Queremos vender e queremos comprar, mas, sobretudo, queremos compartilhar alianças entre as empresas japonesas e brasileiras para que a gente possa crescer juntos”, disse Luiz Inácio Lula da Silva.

“Assinaremos dez acordos de cooperação nas mais diversas áreas, além de quase 80 instrumentos entre empresas, bancos, universidades e outras instituições”, afirmou.

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“Aprovamos uma histórica reforma tributária que vai simplificar processos, reduzir custos e oferecer previsibilidade e eficiência aos negócios. Estamos corrigindo injustiças no Imposto de Renda para beneficiar milhões de brasileiros, aumentando o consumo das famílias e fazendo a roda da economia girar”, completou o presidente, que também citou políticas de crédito e de distribuição de renda, além do combate à mudança do clima, como diferenciais do momento brasileiro. O discurso foi acompanhado pelo primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba.
“O Brasil é um porto seguro. Estamos consolidando com o Japão uma nova estratégia de relacionamento. Queremos vender e queremos comprar, mas, sobretudo, queremos compartilhar alianças entre as empresas japonesas e brasileiras para que a gente possa crescer juntos. Nosso comércio bilateral diminuiu nos últimos anos. Caiu de US$ 17 bilhões em 2011 para US$ 11 bilhões em 2024. É preciso aprimorá-lo”. O líder brasileiro lembrou ainda da transição energética como outro campo estratégico para os avanços nas relações bilaterais.