Lula no “dia sagrado da soberania” após tarifaço de Trump e sanciona lei que proíbe testes com animais em cosméticos (Foto: Ricardo Stuckert/PR)


Uma pesquisa inédita do instituto Ipsos IPEC, divulgada pelo jornalista Lauro Jardim na Rádio CBN, nesta segunda-feira (11), revela que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta dificuldades para convencer a população de que fez tudo o que estava ao seu alcance para evitar o chamado “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos.

O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 5 de agosto, com duas mil pessoas em todo o país, e traz dados preocupantes para o governo federal.

A pesquisa perguntou aos entrevistados se concordavam com a afirmação de que “o presidente Lula fez tudo o que podia para evitar o tarifaço”. Os resultados mostram uma divisão quase equilibrada:

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  • 51% discordam total ou parcialmente da afirmação.
  • 48% concordam total ou parcialmente.

Esse cenário indica que, apesar dos esforços do presidente em comunicar sua posição desde o anúncio das tarifas pelo presidente Donald Trump em 9 de julho, a mensagem não tem surtido o efeito desejado.

Desde o anúncio do tarifaço, Lula tem adotado uma postura firme, defendendo a soberania nacional, as empresas exportadoras brasileiras e criticando abertamente Trump.

A estratégia visa também fortalecer a imagem do presidente para a campanha eleitoral de 2026.

No entanto, os dados mostram que essa narrativa não tem sido suficiente para conquistar um público estratégico: os eleitores que não votaram em 2022 — seja por anulação, voto em branco ou abstenção. Esse grupo representa cerca de 25% do eleitorado, e apenas 28% deles acreditam que Lula fez tudo o que podia para evitar o tarifaço.

Os eleitores de Lula em 2022 tendem a apoiar sua atuação, enquanto os que votaram em Jair Bolsonaro majoritariamente discordam. O verdadeiro desafio para o governo está em conquistar os indecisos e desengajados — um público que pode ser decisivo nas próximas eleições.

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