O ministro Luiz Marinho em entrevista. (Foto: Reprodução)


O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, classificou como “lamentável” a decisão do Senado de rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita nesta quinta-feira (30), durante participação no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação.

“É lamentável a decisão do Senado da República ontem, onde o Senado virou ‘senadinho’. Ele diminuiu seu tamanho, sua postura, sua compostura, seu comportamento”, afirmou Marinho.

Segundo o ministro, Messias é “um grande jurista, um profissional de primeira categoria” e teria contribuído para “engrandecer o Supremo Tribunal Federal, que está precisando”.

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Para ele, a rejeição foi motivada por cálculos eleitorais e pela influência de pautas da extrema-direita.

“Infelizmente, o Senado resolveu se apequenar em uma disputa, provavelmente com cálculos eleitorais e com cálculos dos temas da extrema-direita no Brasil, que quer atropelar a democracia brasileira, que fala em ‘impichimar’ ministro do Supremo, que fala em anistiar criminosos. Portanto, esse é o Senado da República”, disse.

Marinho defendeu que o Senado recupere sua postura institucional:

“Nós precisamos de um Senado grande, precisamos de um Senado soberano, precisamos de um Senado à altura das responsabilidades que temos com a República. Infelizmente, eu acho que foi esse o sinal que o Senado da República deu.”

O ministro comparou a decisão à chamada “PEC da Blindagem”, que, segundo ele, foi posteriormente revista pelos parlamentares. Ele disse esperar que o Senado volte a se concentrar em temas econômicos e sociais.

“Eu espero que sejam simplesmente aqueles lapsos, que depois se vê que errou e corrige, como foi na tal da blindagem. […] Eu espero que ele, de novo, faça essa movimentação de voltar para os eixos, voltar a cuidar das suas obrigações, que é cuidar da economia brasileira, proteger o Brasil, buscar unidade, buscar serenidade, que é o que nós estamos mais precisando nesse momento.”