“Não haverá cavalo de pau na economia, não se recomenda cavalo de pau na economia, portanto os processos estão sendo devidamente respeitados e, como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad tem falado, há confiança do governo no presidente Galípolo e equipe e de fazer um processo de domar esse transatlântico para chegar no momento onde uma coisa não atrapalhe outra”, disse Marinho.
O ministro argumentou, ainda, que Galípolo “fazia parte de uma equipe” em dezembro, quando o BC aumentou os juros em 1 ponto porcentual e sinalizou mais duas altas da mesma magnitude.
Em uma entrevista coletiva para comentar os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de fevereiro, Marinho disse que é necessário chegar a um “pacto” para controlar a inflação aumentando a produção.
Ele criticou a visão de que seria necessário desacelerar a atividade econômica para fazer o IPCA convergir à meta – algo que o próprio BC já disse ser preciso. “O mundo real não quer dizer que é necessário gerar desemprego para controlar a inflação. Aí faltaria inteligência”, disse, acrescentando que o crescimento da economia é fundamental para que as pessoas não precisem viver de benefícios como o Bolsa Família.

