Bolsonaro na saída do hospital em Brasília: por que escolta demorou para retornar ex-presidente para sua casa. (Foto: EBC)


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (15) que a Polícia Penal do Distrito Federal esclareça, em até 24 horas, os motivos que levaram o ex-presidente Jair Bolsonaro a não retornar imediatamente para casa após procedimento médico autorizado pela Justiça. A decisão ocorre um dia após Bolsonaro deixar a prisão domiciliar para realizar exames dermatológicos no Hospital DF Star, em Brasília.

Segundo Moraes, o relatório solicitado deve detalhar o veículo utilizado na escolta, os agentes que acompanharam o ex-presidente no quarto hospitalar e justificar o atraso no retorno à residência, contrariando a ordem judicial de retorno imediato após a alta médica.

Aparição pública

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Imagens registradas no domingo mostram Bolsonaro parado ao lado do carro da escolta por mais de seis minutos, enquanto seu médico concedia entrevista coletiva. Durante esse período, o ex-presidente foi ovacionado por apoiadores que se aglomeravam na porta do hospital. A cena reacendeu o debate sobre o cumprimento das medidas cautelares impostas pelo STF.

Prisão domiciliar e restrições

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, por decisão de Moraes, que também determinou o uso de tornozeleira eletrônica e restringiu visitas. A medida foi tomada após o ministro identificar tentativas do ex-presidente de burlar a proibição de uso das redes sociais, inclusive por meio de perfis de familiares.

O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF, junto a outros sete réus, por envolvimento em uma trama golpista. Entre os crimes estão tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada e deterioração de patrimônio tombado.

Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) são investigados por articulações com o governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, para promover sanções contra autoridades brasileiras, incluindo o uso da Lei Magnitsky e o cancelamento de vistos diplomáticos.

A nova cobrança de Moraes reforça o cerco judicial em torno do ex-presidente e levanta dúvidas sobre o rigor no cumprimento das medidas impostas pela Corte.

Veja a decisão na íntegra do ministro Alexandre de Moraes: