O ex-presidente Jair Bolsonaro. (Foto: Reprodução)


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta terça-feira (6) pedido da defesa de Jair Bolsonaro para que o ex-presidente fosse transferido imediatamente a um hospital após relatar uma queda na madrugada.

O magistrado determinou que seja anexado aos autos o laudo médico elaborado pela Polícia Federal e que os advogados indiquem quais exames consideram necessários para eventual realização no sistema penitenciário.

Segundo despacho, Bolsonaro foi condenado em execução penal a 27 anos e 3 meses de prisão, sendo 24 anos e 9 meses de reclusão e 2 anos e 6 meses de detenção, em regime inicial fechado, além de 124 dias-multa.

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A defesa havia solicitado “desde logo autorizada a imediata remoção do Paciente ao hospital, para realização dos exames clínicos e de imagem necessários, com acompanhamento de sua equipe médica e sob escolta policial, a fim de preservar sua integridade física e evitar agravamento irreversível”.

Moraes citou relatório da Polícia Federal, segundo o qual “na manhã desta terça-feira, 6/1/2026, Jair Messias Bolsonaro recebeu atendimento médico após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada. O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”.

Para o ministro, “não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal”.

Apesar disso, Moraes reconheceu o direito da defesa de solicitar exames complementares, desde que “previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”.

O despacho determina ainda a intimação dos advogados, comunicação imediata à Superintendência Regional da Polícia Federal e ciência à Procuradoria-Geral da República.

Na rede social, o filho de Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, escreveu que o pai teve um pesadelo e caiu dormindo.