O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu aos 91 anos na madrugada deste sábado (21), em São Paulo, após complicações causadas por uma pneumonia associada a um problema cardíaco. Ele estava internado desde o último dia 13 no Hospital Sírio-Libanês.
Nascido em 1935, na cidade de São Roque, José Juca de Oliveira Santos iniciou sua carreira artística nos anos 1950, após abandonar o curso de Direito na Universidade de São Paulo para se dedicar ao teatro. Sua formação na Escola de Arte Dramática abriu caminho para uma carreira sólida, marcada pela versatilidade como ator e autor.
Ao longo de mais de seis décadas de atividade, Juca de Oliveira participou de dezenas de produções na televisão, no cinema e no teatro. Na TV, destacou-se em obras como O Clone, de Glória Perez, na qual interpretou o icônico Dr. Albieri, um cientista obcecado pela clonagem humana. O papel consolidou sua popularidade junto ao grande público e se tornou um dos mais lembrados de sua carreira.
Sua trajetória também foi profundamente ligada ao teatro brasileiro. Ainda jovem, integrou o Teatro Brasileiro de Comédia e, posteriormente, participou da aquisição do Teatro de Arena ao lado de nomes como Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal. Durante o período da Ditadura Militar no Brasil, sofreu perseguição política e chegou a se exilar na Bolívia, evidenciando o compromisso de sua arte com questões sociais e políticas.
Na televisão, teve passagens por diversas emissoras, incluindo a TV Globo, onde construiu grande parte de sua carreira, além de trabalhos na Bandeirantes e no SBT. Seu último papel em novelas foi em O Outro Lado do Paraíso, exibida em 2018.
O velório será realizado neste sábado, das 15h às 21h, no Funeral Home, na região central de São Paulo. A morte de Juca de Oliveira representa uma perda significativa para a cultura brasileira, encerrando a história de um artista que atravessou gerações e deixou uma contribuição duradoura para o teatro e a televisão no país.


