O ministro Alexandre de Moraes com a mulher Viviane. (Foto: Redes Sociais)


A advogada Viviane Barci, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (7) ter recebido mensagem do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. No texto, o banqueiro perguntava: “alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.

A negativa enfraquece a versão do ministro. Moraes havia afirmado que os prints das mensagens enviadas por Vorcaro foram armazenados em pastas junto com os contatos dos destinatários e entregues à CPI do INSS.

Segundo a comissão, o arquivo com o questionamento de Vorcaro aparece em uma pasta vinculada ao contato de Viviane. Em nota, a advogada disse que “não recebeu as referidas mensagens”.

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As duas versões são incompatíveis. A assessoria de comunicação do STF foi procurada, mas não respondeu.

O funcionamento do programa IPED, usado pela Polícia Federal para análise de dados, indica que arquivos com trechos semelhantes são agrupados na mesma pasta. Isso pode explicar a associação entre o contato de Viviane e a mensagem de Vorcaro.

O ministro se manifestou após reportagem do jornal O Globo revelar que a mensagem foi escrita em 17 de novembro de 2025, dia da primeira prisão de Vorcaro.

Na ocasião, o banqueiro foi detido no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando embarcava para Dubai. Ele disse que pretendia negociar a venda do banco para investidores estrangeiros, após o Banco Central barrar operações de compra pelo Banco de Brasília e pela Fictor.

De acordo com O Globo, Vorcaro mantinha contrato de R$ 129 milhões com o escritório de Viviane Barci. O acordo previa atuação em tribunais superiores e órgãos da administração pública, como o Cade. Não há detalhes sobre quais serviços foram prestados.

O jornal Estadão mostrou que, se a versão de Moraes estiver correta, o presidente do União Brasil teria recebido mensagem de Vorcaro: “Bom dia, tudo bem? Estou tentando antecipar com investidores aqui (…) se tiver alguma novidade vamos falar”. O dirigente nega ter se comunicado com o banqueiro.

Outro suposto destinatário seria o senador Irajá (PSD-TO). Em nota, ele afirmou que não falou com Vorcaro e classificou a versão como sem sentido.