Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Reprodução


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (19), durante a primeira reunião de seu Conselho da Paz, que decidirá “em cerca de 10 dias” quais medidas adotará em relação ao Irã. Ao comentar as negociações em curso, Trump declarou que Teerã “não pode ter uma arma nuclear” e alertou que, caso não haja acordo, “coisas ruins acontecerão”. O encontro marcou a estreia oficial do colegiado, lançado há um mês em Davos, e reuniu delegações de mais de 20 países, segundo a Casa Branca.

Ao abordar o Oriente Médio, o presidente americano citou o acordo mediado pelos EUA entre Israel e o grupo Hamas para encerrar a guerra na Faixa de Gaza. Havia expectativa de que Trump anunciasse o envio de tropas ao território palestino, mas ele descartou a necessidade de presença militar. Segundo o republicano, “parece que o Hamas vai se desfazer de suas armas” e Gaza “não é mais um foco de radicalismo e terrorismo”.

Trump também anunciou contribuições internacionais para a reconstrução e assistência humanitária no território. De acordo com ele, países como Cazaquistão, Azerbaijão, Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Bahrein, Catar, Arábia Saudita, Uzbequistão e Kuwait já destinaram mais de US$ 7 bilhões ao pacote de ajuda. O presidente afirmou ainda que os Estados Unidos contribuirão com US$ 10 milhões para o Conselho da Paz, enquanto o escritório humanitário da Organização das Nações Unidas arrecada US$ 2 bilhões para apoiar Gaza.

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Criado com o objetivo de estabilizar Gaza após o cessar-fogo, o Conselho da Paz tem gerado controvérsias. Críticos avaliam que o grupo pode extrapolar sua atuação e funcionar como uma espécie de “ONU paralela”. Apesar disso, Trump elogiou a ONU, classificando-a como “muito importante” e com “enorme potencial”. Durante o evento, também foram apresentados planos de reconstrução que incluem a construção de arranha-céus voltados ao turismo e milhares de unidades habitacionais, enquanto uma nova força policial palestina começa a ser estruturada para atuar no governo de transição.