Um homem de 45 anos morreu na noite de terça-feira (30), em casa, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, com suspeita de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica adulterada.
A informação foi confirmada pelo secretário municipal de Saúde, Jean Gorinchteyn. O caso ainda está em investigação e não foi oficialmente notificado ao governo estadual.
Com esse novo óbito, o número de mortes suspeitas por ingestão de bebidas contaminadas com metanol sobe para seis em todo o estado de São Paulo. Segundo dados da Secretaria Estadual da Saúde, há 25 casos sob análise, dos quais sete já foram confirmados como intoxicação por metanol e 18 seguem em investigação.
“Trata-se de um homem de 45 anos que morreu em casa, de forma súbita. A suspeita é de que tenha consumido bebida alcoólica contaminada com metanol. O caso está sendo apurado pela equipe de vigilância sanitária”, disse Gorinchteyn.
Além da nova morte, três pacientes intoxicados estão internados no Hospital de Urgência de São Bernardo. Os sintomas mais comuns incluem visão turva, dor abdominal, náuseas, vômitos, cefaleia, taquicardia e, em casos graves, convulsões, cegueira permanente e morte.
As bebidas suspeitas incluem gim, uísque e vodca, comercializadas em bares, adegas e distribuidores da região. Entre os dias 22 e 26 de setembro, a Vigilância Sanitária realizou 43 inspeções, com duas autuações e interdição cautelar de produtos considerados de risco.
Diante da escalada de casos, o governo estadual criou um gabinete de crise para coordenar as investigações e ações emergenciais. O Ministério da Justiça acompanha a situação, que já é considerada inédita em termos de extensão e gravidade.
“Estamos diante de um problema de saúde pública que exige resposta rápida e integrada. A população deve evitar bebidas sem rotulagem adequada e denunciar estabelecimentos suspeitos”, afirmou Gorinchteyn.
A Secretaria Estadual da Saúde reforça que os casos ainda estão sendo analisados e que os exames toxicológicos estão em andamento no Instituto Médico Legal (IML). A recomendação é que os consumidores verifiquem a procedência das bebidas e fiquem atentos a qualquer sintoma após o consumo.


