Lula em contato com integrantes da escola de samba durante o desfile. (Foto: Divulgação)


O desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provocou reação imediata da oposição. O partido Novo anunciou que recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a inelegibilidade do chefe de Estado, alegando propaganda eleitoral antecipada financiada com recursos públicos.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na disputa presidencial, acusou o presidente de usar dinheiro arrecadado com impostos para promover sua própria imagem. Em mensagens publicadas na rede social X, afirmou que o episódio representa “um crime” e comparou a situação com a condenação de seu pai, Jair Bolsonaro, pelo TSE, após reunião com embaixadores em 2022.

Outros líderes da oposição também se manifestaram. O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, declarou que o desfile “é uma peça de propaganda do regime Lula” e confirmou que o partido apresentará uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) assim que o petista registrar sua candidatura. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, disse que a mistura entre cultura e política “concorreria para um ilícito eleitoral”.

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O senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) ironizou o evento, fazendo referência à operação Lava Jato e afirmando que o desfile foi “um espetáculo de abuso de poder”. Parlamentares como Nikolas Ferreira (PL-MG) e Cleitinho (Republicanos-MG) também criticaram a homenagem, sugerindo que, em situação inversa, o Supremo Tribunal Federal teria barrado uma iniciativa semelhante em favor de Jair Bolsonaro.