O Conselho de Segurança da ONU. (Foto: ONU)


Com vetos da China e da Rússia, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) rejeitou nesta terça-feira (7) uma resolução que previa o uso da força no Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irã em meio à guerra com Israel e os Estados Unidos.

A resolução estipulava que países poderiam usar “todos os meios defensivos necessários” para proteger a navegação comercial no estreito, um dos grandes pontos de tensão da guerra no Oriente Médio.

No entanto, a medida já enfrentava oposição da China, Rússia e França, três dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança — os membros permanemtes têm o poder de vetar qualquer medida em votação

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Os três diziam não concordar com o ponto do texto que autorizava que países empregassem “qualquer medida necessária” para abrir caminho à navegação no Estreito de Ormuz. A votação, que inicialmente ocorreria na semana passada, foi adiada para tratativas entre diplomatas para tentar desbloquear os vetos.

Em uma das manobras para tentar o apoio de China e Rússia, o Bahrein, país que propôs a resolução, retirou do texto uma referência à aplicação obrigatória da medida. O esboço final autoriza o uso da força “por um período de pelo menos seis meses (…) e até que o Conselho decida de outra forma”.

A França concordou em apoiar a medida após as negociações, mas Rússia e China se negaram a apoiá-la mesmo após a flexibilização. Embora venha adotando uma postura neutra na guerra, a China costuma mostra alinhamento pragmático com Irã, de quem é o principal comprador de petróleo.

A votação ocorreu ainda em um dia decisivo no conflito, por conta do ultimato dado por Donald Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz. EUA e Israel também intensificaram ataques nesta terça.

O governo do Bahrein, que atualmente ocupa a presidência rotativa do Conselho de Segurança, vai tentar recolocar a medida para votação.