Morto nesta sexta-feira aos 68 anos, Oscar Schmidt tentou aproveitar a popularidade concebida pelo talento nas quadras e se aventurou na política pouco de depois de se aposentar como o maior ídolo do basquete brasileiro. Apadrinhado pelo ex-governador do Estado Paulo Maluf e candidato pelo PPB (atual PP), ele perdeu a disputa contra o ex-senador Eduardo Suplicy (PT).

A disputa concedia apenas uma vaga para o Senado. Oscar conquistou 5.752.202 votos (36,9% dos votos válidos) enquanto Suplicy teve 6.718.463 votos (43,1% dos votos válidos). O Mão Santa era uma aposta do marqueteiro Duda Mendonça, que cuidava de Paulo Maluf à ocasião. Uma candidatura à Câmara Federal chegou a ser cogitada antes de baterem o martelo na disputa como senador.

A incursão política, no entanto, não era totalmente inédita. Em 1997, um ano antes da eleição, Oscar assumiu a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo durante a gestão do então prefeito Celso Pitta.

Apesar do desempenho expressivo nas urnas, ele optou por encerrar ali sua breve trajetória na política após a derrota. Nos anos seguintes, passou a se dedicar a palestras e, mais tarde, retornou ao basquete como treinador.

Continua depois da publicidade

Em entrevista ao Estadão, em 2024, Oscar afirmou não se arrepender da candidatura e disse que repetiria a experiência. “É claro que sim. Meu objetivo maior era ser presidente. Queria muito. Depois que vi como era, larguei de vez. O Paulo Maluf me deu a chance, saiu comigo algumas vezes em campanha e viu meu potencial. Meu pai me ensinou a fazer as coisas certas e nem tudo que há na política é certo.”

Mesmo com o bom acolhimento do eleitorado, ele rechaçou voltar a ser candidato para algum cargo público. “Não quero mais. Para mim, não vai dar certo. Sou uma pessoa do bem.”

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.