O Papa fala com jornalistas durante sua viagem à África dentro do avião oficial do Vaticano. (Reprodução: TV)


O Papa Leão XIV criticou nesta segunda-feira (13) as violações do direito internacional por potências mundiais que classificou como “neocoloniais”. A declaração ocorreu poucas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter feito um ataque direto ao pontífice em suas redes sociais.

Em postagem no Truth Social, Trump afirmou que “não era fã” de Leão XIV, dizendo que o papa era “FRACO no combate ao crime e péssimo para a política externa”.

A mensagem foi seguida pela publicação de uma imagem gerada por inteligência artificial em que o presidente aparece representado como uma figura semelhante a Jesus.

Continua depois da publicidade

“Hoje, isso é mais urgente do que nunca, diante das contínuas violações do direito internacional e das tendências neocoloniais”, disse Leão XIV, ao iniciar uma viagem oficial por quatro países africanos.

O pontífice destacou que a atuação de grandes potências tem ignorado princípios básicos da soberania e do respeito entre nações.

No fim de semana, Leão XIV já havia sugerido que uma “ilusão de onipotência” estaria alimentando a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Segundo ele, essa postura estaria ampliando o risco de instabilidade global e aprofundando conflitos em regiões já fragilizadas.

As declarações do papa ocorrem em meio à escalada de tensões diplomáticas. O ataque de Trump ao líder da Igreja Católica, somado à publicação da imagem em que se coloca em posição messiânica, foi interpretado por analistas como uma tentativa de reforçar sua base política interna, em meio a críticas crescentes à condução da política externa americana.