Para Bremmer, Trump terá menos influência no comércio em 2026, uma agenda que marcou todo o seu primeiro ano de governo, afetou a economia norte-americana e foi parar na Suprema Corte.
“Então, o Brasil está na verdade em uma posição mais forte”, disse o fundador da Eurasia, ressaltando que por ser o comércio o principal tópico nas conversas entre Brasil e EUA, o país sente menos a pressão da chamada “Doutrina Donroe”, termo cunhado por Trump para designar a estratégia que coloca a América Latina – e o Hemisfério Ocidental – como prioridades para os EUA.
Bremmer lembrou que Trump impôs tarifas ao Brasil em 2025, mas voltou atrás, mesmo sem Brasília recuar, porque a questão econômica nos Estados Unidos pesou.
“Os EUA estão menos capazes e dispostos a usar a arma das tarifas globalmente da maneira como fizeram em 2025”, comentou Bremmer na entrevista.


