O pastor Silas Malafaia, conhecido por sua atuação religiosa e política, passou a ser investigado pela Polícia Federal em um inquérito que apura possíveis tentativas de interferência em investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado no Brasil. A investigação inclui também outras figuras públicas, como Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo.
O processo examina ações que teriam como objetivo pressionar autoridades, atacar instituições como o Supremo Tribunal Federal e promover sanções internacionais contra o país. As condutas investigadas podem configurar crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Malafaia organizou um evento de apoio a Jair Bolsonaro no início de agosto, ocasião em que o ex-presidente participou por meio de transmissão em redes sociais. No dia seguinte, Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar.
Recentemente, o pastor voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito, defendendo publicamente medidas como impeachment e prisão contra o magistrado. Apesar das investigações, Malafaia afirma não ter sido notificado oficialmente pela Polícia Federal.


