O Banco de Brasília (BRB) concedeu, em 2021, um financiamento de R$ 5,9 milhões ao senador Flávio Bolsonaro, que naquele ano adquiriu uma mansão em Brasília. O contrato, firmado em 360 parcelas, foi quitado em apenas três anos, levantando questionamentos sobre as condições do empréstimo e a rapidez da liquidação. À época, o presidente do BRB era Paulo Henrique.
Segundo registros, o financiamento foi celebrado em condições que geraram polêmica no meio político e financeiro. A operação, que deveria se estender por três décadas, foi encerrada em tempo recorde. “É incomum que um contrato de tal porte seja liquidado em tão curto prazo”, afirmou um especialista ouvido pela reportagem.
O caso ganhou repercussão porque Flávio Bolsonaro, hoje pré-candidato à Presidência da República, aparece como beneficiário direto da operação. A quitação antecipada, segundo analistas, reforça dúvidas sobre a origem dos recursos utilizados. “A transparência é fundamental em operações dessa magnitude, especialmente quando envolvem figuras públicas”, disse outro consultor.
O episódio reacende debates sobre a governança do BRB e a atuação de seus dirigentes. Paulo Henrique, então presidente, foi responsável pela condução da instituição no período em que o financiamento foi concedido. O banco não se manifestou sobre os critérios adotados para a liberação do crédito.
A compra da mansão e o financiamento milionário se tornaram tema recorrente em discussões políticas e judiciais. O caso segue sendo citado como exemplo de operações que exigem maior escrutínio público.


