André Luiz Petraglia


André Luiz Petraglia*

Essas são duas formas de se aprender a viver. Quando escolhemos o aprendizado pelo amor estamos dizendo sim à vida de uma forma serena e humilde, pois assumimos a postura do filósofo Sócrates que disse: “Tudo o que sei é que nada sei”.

Isso significa estarmos abertos ao aprendizado com inteligência e sabedoria, optando pela observação para fazermos nossas escolhas. Escolher aprender pela dor significa que pretendemos deixar tudo para depois: “quando envelhecer eu vou à igreja e faço caridade”; “quando meu fígado pifar, eu paro de beber“; “quando meus alvéolos pulmonares endureceram, eu largo o cigarro”. Já foi dito que “inteligência é aprender com os próprios erros, mas sabedoria é aprender com os erros dos outros”.

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Sendo assim, compreendemos que não precisamos cometer os mesmos deslizes que vemos no cotidiano ou aqueles vividos pelos nossos ancestrais, perpetuando as chamadas “maldições de família”, uma forma estabelecida de hábitos e vícios familiares que são levados às gerações futuras e são difíceis de serem quebrados.

Isso vale tanto para coisas simples e positivas, como a paixão por um time de futebol, quanto para coisas danosas como a bebida, o maltrato aos filhos ou às esposas. Como somos adultos e hoje, mais do em qualquer tempo passado, temos informações de sobra, cabe a nós exercitarmos nossa inteligência para observar, avaliar e julgar sobre tudo o que vemos ao nosso redor e fazermos a escolha do caminho mais sábio, rápido e objetivo para nossa evolução intelectual, psicossocial, emocional e espiritual.

*André Luiz Petraglia é escritor, palestrante e consultor de comunicação e design.