A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (31) uma operação contra Márcio Toledo Pinto, ex-assessor do Superior Tribunal de Justiça, suspeito de vender decisões judiciais. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, que permitiu apenas mandados de busca e apreensão, rejeitando o pedido de prisão preventiva formulado pelos investigadores.
O alvo da operação
Toledo Pinto é apontado como peça central em um esquema que teria envolvido a manipulação de processos no STJ. Segundo os relatórios da PF, o ex-assessor teria atuado em parceria com o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, já preso em Brasília. Ambos foram indiciados por corrupção, exploração de prestígio, violação de sigilo funcional e organização criminosa.
O contexto da investigação
A investigação, batizada de Operação Sisamnes, começou em 2024 após o assassinato do advogado Roberto Zampieri. O celular da vítima revelou indícios de compra e venda de sentenças, o que levou os investigadores a aprofundar as apurações sobre o funcionamento interno do tribunal.
Decisão do STF
O ministro Cristiano Zanin, relator do caso no Supremo, entendeu que não havia elementos suficientes para decretar a prisão preventiva de Toledo Pinto, mas autorizou buscas em endereços ligados ao ex-assessor. A medida foi considerada necessária diante de suspeitas de que o investigado tentava obstruir o andamento das apurações.
Conclusões parciais
O relatório parcial da PF indica que não foram encontradas provas contra ministros do STJ. Os investigadores sustentam que os servidores envolvidos agiam de forma isolada, sem participação da cúpula da corte. Ainda assim, o documento aponta lacunas nos processos sob suspeita, que deverão ser analisadas em etapas posteriores.
Situação atual
Até o momento, a defesa de Márcio Toledo Pinto não se manifestou. A operação reforça a preocupação das autoridades com práticas de corrupção dentro do sistema judicial e abre espaço para novos desdobramentos sobre a extensão do esquema.


