Os presos, da esquerda para a direita: MC Ryan SP, MC Poze e Raphael Souza, dono do Choquei. (Reproduções)


A Polícia Federal realizou na manhã desta quarta-feira (15) operação de grande porte contra organização criminosa suspeita de movimentar ilegalmente mais de R$ 1,6 bilhão. Batizada de Operação Narcofluxo, a ação contou com apoio da Polícia Militar de São Paulo e cumpriu mandados em nove estados, além do Distrito Federal.

Entre os presos estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, dois dos nomes mais conhecidos do funk nacional. Ryan Santana dos Santos, de 25 anos, foi detido durante uma festa em Riviera de São Lourenço, no litoral paulista.

Já Marlon Brandon Coelho Couto Silva, o Poze do Rodo, de 27 anos, foi preso em sua residência em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio.

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A defesa de Ryan não foi localizada pela reportagem. Já os advogados de Poze afirmaram que “desconhecem os autos ou o teor do mandado de prisão” e que, após acesso aos documentos, “se manifestarão na Justiça para restabelecer sua liberdade e prestar os devidos esclarecimentos ao Poder Judiciário”.

Outro alvo da operação é o influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, além de produtores de conteúdo e outros investigados.

Detalhes da operação

Segundo as investigações, o grupo utilizava mecanismos sofisticados para ocultar valores, incluindo movimentações financeiras de alto valor, transporte de dinheiro em espécie e transações com criptoativos.

Cerca de 200 policiais federais cumprem 90 mandados judiciais, entre buscas, apreensões e prisões temporárias expedidos pela 5ª Vara Federal de Santos. Também foi determinado o sequestro de bens dos investigados.

Foram apreendidos veículos, quantias em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos. Em alguns endereços, os agentes encontraram armas e até um colar com a imagem do narcotraficante colombiano Pablo Escobar inserida em um mapa do estado de São Paulo.

Crimes investigados

Os envolvidos poderão responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As apurações seguem em andamento e novas prisões não estão descartadas.