No 37º dia da guerra no Oriente Médio, o segundo piloto americano desaparecido desde sexta-feira (3) foi resgatado no sudoeste do Irã. O avião, um caça F‑15E, havia sido abatido e os dois ocupantes conseguiram se ejetar. O primeiro militar foi localizado logo após a queda.
“O piloto está ferido, mas vai se recuperar muito bem”, afirmou o presidente Donald Trump em sua rede social. Segundo ele, a operação mobilizou “dezenas de aeronaves” e foi “uma das mais ousadas da história dos Estados Unidos”.
O Exército iraniano havia prometido recompensa pela captura do militar. A agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, declarou que uma aeronave americana envolvida nas buscas foi “destruída”, sem fornecer detalhes. Washington não confirmou a informação.
Escalada de ataques no Golfo
Enquanto os EUA celebravam o resgate, o Irã intensificou ofensivas contra países do Golfo. O Kuwait informou que duas usinas elétricas e de dessalinização, além de um complexo ministerial, foram atingidos por mísseis e drones iranianos.
Mais cedo, a agência Fars divulgou ameaça do Exército iraniano de atacar infraestruturas de água e energia em Israel e nos países do Golfo, em resposta a bombardeios israelo-americanos contra um complexo petroquímico em Mahshahr. Segundo autoridades iranianas, os ataques deixaram cinco mortos e 170 feridos.
Israel também acionou alerta após novo bombardeio de mísseis iranianos. Autoridades relataram ofensivas no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos. Em comunicado, o Exército iraniano afirmou mirar “alvos militares no Kuwait” e a indústria de alumínio nos Emirados, acusada de fornecer peças para aviões e blindados americanos.
Ultimato de Trump
O presidente americano voltou a pressionar Teerã. “Restam 48 horas antes que o inferno se desencadeie sobre eles”, disse Trump no sábado, lembrando o prazo de dez dias dado ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz ou fechar um acordo.
Autoridades israelenses afirmaram estar prontas para atacar instalações energéticas iranianas, aguardando sinal verde dos EUA. Em resposta, o Irã advertiu que “a região se tornará um inferno” caso as agressões se intensifiquem.


