O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, negou que o Pix esteja sufocando o mercado de cartões de crédito no país. Segundo a autoridade monetária, o sistema de pagamentos instantâneos funcionou, na verdade, como uma porta de entrada para que mais brasileiros tivessem acesso a produtos financeiros. No plano internacional, a ferramenta segue sob os refletores: em julho de 2025, o Pix virou alvo de uma investigação comercial conduzida pelo governo dos Estados Unidos.
O Banco Central rechaçou a tese de que o crescimento do Pix represente uma ameaça ou uma rivalidade direta com os cartões de crédito tradicionais. Para a instituição, o cenário real mostra uma dinâmica de complementaridade e não de exclusão. De acordo com o presidente do BC, o sistema de pagamentos instantâneos incluiu milhões de pessoas no ambiente bancário, servindo como base de dados para que os bancos pudessem conceder crédito a novos clientes.
“O Pix não é um rival do cartão de crédito. Pelo contrário: o sistema ampliou o uso de crédito no país”, afirmou Galípolo.
Na mira de Washington
Se internamente o Pix é visto como um motor de inclusão, fora do Brasil a ferramenta entrou no radar de disputas geopolíticas e comerciais.
Em julho de 2025, o modelo brasileiro passou a ser formalmente questionado pela Casa Branca. O governo dos Estados Unidos abriu uma investigação comercial detalhada sobre o sistema de pagamentos. A apuração atendeu a uma determinação direta do presidente americano, Donald Trump.
A ofensiva de Washington reflete o peso e o alcance que o Pix ganhou, transformando a tecnologia brasileira em um ponto de atenção para o mercado financeiro global e para as políticas de comércio da maior economia do mundo.





