Investigadores estaduais realizam buscas em um rancho isolado no Estado do Novo México, onde o financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein costumava receber convidados. As buscas e apreensões no local foram realizadas após suspeitas levantadas de que a propriedade pode ter sido usada para abuso sexual e tráfico de jovens mulheres. Segundo denúncias recebidas por autoridades do Estado do Novo México, duas jovens teriam sido mortas e enterradas no terreno da propriedade.
O gabinete do procurador-geral do Estado, Raúl Torrez, anunciou que a busca foi realizada com a cooperação dos atuais proprietários do rancho.
Um porta-voz do Departamento de Justiça do Novo México disse que o departamento iniciou a busca com a ajuda da Polícia Estadual do Novo México e do Gabinete do Xerife do Condado de Sandoval, cuja jurisdição inclui o rancho.
Em fevereiro, Torrez reabriu uma investigação sobre o rancho e as atividades que supostamente ocorreram lá antes da morte de Epstein em 2019.
O procurador-geral do Estado afirmou, em um comunicado na época, que a decisão estava relacionada à divulgação recente dos arquivos de Epstein.
O caso inicial do Novo México foi encerrado em 2019 a pedido de procuradores federais de Nova York, e os procuradores estaduais afirmam agora que “as revelações contidas nos arquivos do FBI, anteriormente sigilosos, justificam uma análise mais aprofundada”.
Epstein comprou o extenso Rancho Zorro em Stanley, Novo México, a cerca de 48 quilômetros ao sul de Santa Fé, em 1993, do ex-governador democrata Bruce King, e construiu uma mansão no topo de uma colina com uma pista de pouso particular.
A propriedade foi vendida pelo espólio de Epstein em 2023 — com a receita destinada aos credores — para a família de Don Huffines, candidato a controlador estadual no Texas, que venceu as primárias republicanas na semana passada.


