da Redação
12 junho 2026
O Banco Mundial reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026 de 2% para 1,9%, em relação às estimativas divulgadas em janeiro. Para 2027, a previsão caiu de 2,3% para 2%, enquanto em 2028 o Produto Interno Bruto deve avançar 2,2%, segundo o relatório mais recente sobre perspectivas globais.
A revisão acompanha o cenário traçado pelo Relatório Focus do Banco Central, que também projeta expansão limitada: 1,91% em 2026, 1,7% em 2027 e 2% em 2028. Em 2023, o PIB brasileiro havia crescido 2,3%.
O documento destaca que a desaceleração esperada para 2026 reflete menor dinamismo do consumo interno e perda de força no processo de desinflação, pressionado pelo setor de energia em meio ao conflito no Oriente Médio.
Apesar disso, o Brasil tem se beneficiado da resiliência das exportações de commodities e energia, além da redução de tarifas americanas e da entrada em vigor do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, fatores que ampliam o acesso a mercados e reduzem incertezas para exportadores.
O Banco Mundial prevê melhora gradual da atividade econômica nos anos seguintes, com média de crescimento de 2,1% entre 2027 e 2028, sustentada pelo afrouxamento da política monetária.
No panorama regional, a América Latina e o Caribe devem crescer 2,2% em 2026, abaixo do ritmo de 2025, em razão de consumo e exportações mais moderados. A expectativa é de recuperação para 2,5% em 2027–2028, à medida que condições globais se tornem mais favoráveis.
Globalmente, o Banco Mundial projeta expansão de 2,5% em 2026, menor nível desde a pandemia, com risco de queda para 1,3% caso interrupções no fornecimento de energia se agravem. A inflação mundial deve subir para 4%, impulsionada por petróleo e fertilizantes mais caros.
Economias em desenvolvimento devem crescer 3,6% em 2026, abaixo dos 4,4% de 2025, com recuperação para 4,2% em 2027.
Países do Golfo Pérsico, diretamente afetados pelo conflito, podem registrar crescimento próximo de zero em 2026, mas a expectativa é de retomada para cerca de 5% entre 2027 e 2028, apoiada por reconstrução e comércio.
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