da Redação
12 junho 2026
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta sexta-feira que um acordo com os Estados Unidos “nunca esteve tão próximo”. Segundo ele, os detalhes de um memorando de entendimento serão divulgados “em seu tempo”. A declaração foi feita em meio às negociações para encerrar a guerra envolvendo Teerã e Washington.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, havia dito anteriormente que o país “não chegou a uma conclusão final” e acusou os EUA de impor novas exigências. Em resposta, o presidente Donald Trump contestou a versão divulgada pela mídia estatal iraniana. “A descrição feita por Teerã não tem nada a ver com os termos que foram acordados, por escrito”, afirmou. Em sua plataforma Truth Social, Trump compartilhou uma captura de tela da postagem de Araghchi na rede X, reforçando que “todos os detalhes serão compartilhados com o público em tempo oportuno”.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, também se manifestou. Ele disse esperar que Trump impeça o Irã de obter armas nucleares em qualquer acordo firmado. Katz acrescentou que Israel não se retirará das chamadas “zonas de segurança” no Líbano, Síria e Gaza, onde mantém tropas e forçou a evacuação de moradores. “Esperamos que ele defenda esse princípio, e outros princípios no campo de mísseis e proxies terroristas”, declarou.
A criação dessas zonas tem provocado críticas internacionais.
Segundo o Ministério da Saúde libanês, ataques israelenses já mataram 3.711 pessoas no país, incluindo 132 profissionais de saúde e 247 crianças. A Human Rights Watch afirmou que os deslocamentos forçados promovidos por Israel “podem equivaler a crimes de guerra”.
O conflito entre Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, tornou-se um ponto central nas negociações entre Teerã e Washington. O Irã exige que qualquer acordo inclua o fim dos combates no Líbano e em Gaza.
A administração Trump, por sua vez, busca conter publicamente as operações israelenses, mas os confrontos continuam intensos.
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