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Copa começa hoje com Trump travando 2º turno de guerra contra Irã

Evento esportivo nos EUA tem ingressos caros e restrições severas a estrangeiros; jogos também ocorrem no México e Canadá

da Redação

11 junho 2026

Copa começa hoje com Trump travando 2º turno de guerra contra Irã

A maior Copa da história começa hoje, às 16h (de Brasília), no mítico Estádio Azteca, diante de mais de 85 mil torcedores. O jogo inaugural reúne México e África do Sul, repetindo a abertura de 2010.

A cerimônia terá Shakira e Burna Boy no palco, além de homenagens às seleções campeãs de 1970 (Brasil) e 1986 (Argentina).

UM FORMATO REVOLUCIONÁRIO

A Fifa ampliou o torneio para 48 seleções, reunindo 1.248 jogadores em 104 partidas. Serão 12 grupos de quatro equipes, com classificação dos dois primeiros e dos oito melhores terceiros. A fase seguinte terá 32 seleções em mata-mata único, modelo inédito na história da competição.

BRASIL: ESTREIA CONTRA MARROCOS

A Seleção de Carlo Ancelotti está no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. A estreia será neste sábado, às 19h (de Brasília), contra os marroquinos – semifinalistas em 2022 – no MetLife Stadium, em East Rutherford. Caso avance, o Brasil enfrentará adversários do Grupo F (Holanda, Japão, Suécia ou Tunísia).

INFRAESTRUTURA CONTINENTAL

Serão 16 estádios: 11 nos EUA, três no México e dois no Canadá. A final está marcada para 19 de julho, também no MetLife Stadium. Para reduzir deslocamentos, a Fifa dividiu as cidades em blocos regionais (leste, central e oeste), mas algumas seleções ainda terão longas viagens.

CLIMA: CALOR INTENSO E ALERTA DE TEMPESTADES

O torneio acontece em meio a temperaturas elevadas na América do Norte. A Fifa determinou pausas para hidratação aos 22 minutos de cada tempo e flexibilizou a entrada de garrafas d’água nos estádios.

Há protocolos contra raios, que podem suspender jogos em caso de tempestades.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ondas de calor atingem o México e os EUA nesta semana, com máximas acima de 35°C em várias cidades-sede. Cientistas do World Weather Attribution projetam que um em cada quatro jogos será disputado sob calor perigoso.

FAVORITOS, RECORDES E ÍDOLOS

Espanha, França, Inglaterra e Argentina despontam como favoritas. Brasil (cinco títulos) e Alemanha (quatro) aparecem como forças tradicionais. Ídolos como Messi, Cristiano Ronaldo e Ochoa disputam sua sexta Copa, superando lendas como Matthäus e Buffon.

POLÍTICA: UM MUNDIAL EM MEIO A CONFLITOS

O torneio, vendido em 2017 como símbolo de integração continental, estreia em cenário oposto: guerras em curso, tarifas comerciais, restrições migratórias e rivalidades entre os países-sede. Analistas como Jonathan Wilson e Jules Boykoff apontam que o Mundial reflete um clima comparável ao auge da Guerra Fria, agravado pelo retorno de Donald Trump ao poder em 2025, impondo tarifas ao México e ao Canadá e ameaçando intervenção militar.

EXCLUSÃO SOCIAL: A COPA DOS RICOS

Os ingressos atingem valores recordes – até US$ 10.990 na final –, tornando esta a “Copa dos ricos”, segundo críticos. Famílias comuns ficam de fora das arquibancadas. Delegações como a do Irã tiveram vistos negados e precisaram se instalar no México. Árbitros e jogadores enfrentaram interrogatórios e revistas humilhantes em aeroportos americanos.

IMPACTO AMBIENTAL

A estimativa é de 7,8 milhões de toneladas de CO₂ emitidas, o dobro da média histórica. Estádios sem ar-condicionado e filas sob sol intenso podem transformar a experiência em risco para torcedores.

FUTEBOL COMO RESPIRO

Apesar das tensões, especialistas como Simon Kuper lembram que o futebol mantém seu poder de unir. “Quando a bola rolar, veremos gols, surpresas e grandes momentos”, afirma. O Brasil, único país presente em todas as Copas, desembarca nos EUA em busca do hexacampeonato, tentando transformar crise em celebração.

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