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EUA ampliam pressão sobre o Irã e anunciam nova rodada de sanções

Medida atinge empresas, navios e pessoas ligadas ao Irã em meio à escalada das tensões regionais

da Redação

05 junho 2026

EUA ampliam pressão sobre o Irã e anunciam nova rodada de sanções

EUA ampliam pressão sobre o Irã e anunciam nova rodada de sanções.

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira (5) uma nova rodada de sanções econômicas relacionadas ao Irã. As medidas foram divulgadas pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), órgão vinculado ao Departamento do Tesouro norte-americano.

Ao todo, 22 novos alvos foram incluídos na lista de sanções, entre eles quatro pessoas físicas, 12 empresas e seis embarcações. Segundo informações divulgadas pelas autoridades americanas, as empresas sancionadas estão registradas principalmente nas Ilhas Marshall, nos Emirados Árabes Unidos e na China.

Entre as embarcações atingidas pelas medidas estão quatro petroleiros que operam sob bandeira do Panamá. As sanções fazem parte da política de pressão econômica adotada por Washington contra Teerã e ocorrem em um momento de dificuldades nas negociações entre os dois países.

O anúncio acontece em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. Na última quarta-feira (3), o Departamento de Estado dos Estados Unidos informou que Israel e Líbano haviam concordado com um cessar-fogo, condição considerada fundamental pelo Irã para o avanço das conversas diplomáticas com Washington.

Entretanto, poucas horas após a divulgação do acordo, novos ataques israelenses em território libanês deixaram pelo menos quatro mortos, colocando em dúvida a efetividade da trégua.

Nesta sexta-feira, após bombardeios na cidade de Tiro, o presidente do Parlamento do Líbano, Nabih Berri, aliado do Hezbollah, declarou que aceitaria a retirada do grupo do sul do país desde que as tropas israelenses também deixassem as áreas ocupadas. Em nota oficial, Berri criticou o acordo mediado pelos Estados Unidos, classificando-o como injusto e defendendo um cessar-fogo incondicional por terra, mar e ar.

Na quinta-feira (4), o líder do Hezbollah, Naim Qassem, também rejeitou o entendimento anunciado em Washington. Segundo ele, o grupo continuará resistindo enquanto houver ataques israelenses em território libanês.

De acordo com autoridades libanesas, os confrontos já provocaram a morte de 3.526 pessoas e deslocaram mais de um milhão de moradores desde o início da escalada do conflito, em março deste ano. Do lado israelense, 27 soldados e um prestador de serviços civil morreram durante as operações no Líbano.

A nova rodada de sanções reforça a estratégia dos Estados Unidos de ampliar a pressão sobre o Irã em um cenário marcado por instabilidade regional e impasses diplomáticos.

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