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Lula critica extrema direita e diz que há tentativa de “calar” educação e ciência

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (25) que setores da extrema direita, em diferentes partes do...

Lula critica extrema direita e diz que há tentativa de “calar” educação e ciência

Lula critica extrema direita e diz que há tentativa de “calar” educação e ciência.

da Redação

25 maio 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (25) que setores da extrema direita, em diferentes partes do mundo, buscam restringir a autonomia de universidades e silenciar professores e estudantes. A declaração foi feita durante um fórum de reitores de universidades brasileiras e de países africanos, realizado em Brasília.

Segundo Luiz Inácio Lula da Silva, essas forças políticas “não toleram a autonomia das universidades”, além de “negarem a ciência” e “censurarem as artes”. Para o presidente, há uma tentativa de transformar o ambiente educacional em “instrumento de dominação”, diante do temor da formação crítica da população.

Lula também destacou a importância do pensamento crítico como ferramenta de combate a diferentes formas de discriminação, como racismo, misoginia e xenofobia. Durante o discurso, ele citou o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, lembrando sua defesa da educação como instrumento de transformação social.

O evento, que reuniu representantes de instituições de ensino superior do Brasil e de países africanos, coincidiu com as celebrações do Dia da África. Na ocasião, o presidente defendeu ainda o fortalecimento da cooperação acadêmica entre universidades brasileiras e africanas, especialmente em prol do desenvolvimento de países mais pobres do continente.

Além das pautas educacionais, Lula voltou a criticar o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais. Apesar de reconhecer a tecnologia como uma “ferramenta estratégica”, ele alertou para o que chamou de “colonialismo digital”, apontando a concentração de poder tecnológico em poucas empresas e países.

O presidente defendeu que a inteligência artificial seja utilizada de forma mais ampla e inclusiva, inclusive no desenvolvimento de soluções em diferentes idiomas, como português e línguas africanas, a exemplo do iorubá e do zulu.

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