da Redação
25 maio 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta, reúnem-se nesta segunda-feira (25) para definir o futuro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6×1. O encontro, que terá a presença do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, é visto como o passo final para destravar a votação da proposta.
O principal impasse atual não é a folga de dois dias, mas sim a velocidade da mudança: quanto tempo as empresas terão para reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas.
A expectativa nos bastidores aponta para o seguinte cenário:
- Dois dias de folga: Deve entrar em vigor ainda este ano, cerca de 120 dias após a aprovação da PEC.
- Redução de horas: O governo e os parlamentares estão divididos. Enquanto uma ala quer a mudança imediata, outra defende um prazo de transição que varia de dois a quatro anos para que o comércio e a indústria se adaptem.
O relator da proposta, deputado Léo Prates (Republicanos-BA), afirmou que só vai fechar o seu parecer após o resultado da conversa entre Lula e Motta. Ele pretende apresentar o texto preliminar nesta terça-feira (26) à tarde.
O que o projeto precisa para passar: Por se tratar de uma mudança na Constituição, o texto exige o voto favorável de pelo menos 308 dos 513 deputados, em dois turnos de votação no plenário.
Se o acordo sair nesta segunda-feira, o ritmo será acelerado. Hugo Motta prometeu levar a PEC para votação na comissão especial e, na sequência, ao plenário da Câmara até quinta-feira (28).
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