da Redação
25 maio 2026
O presidente Lula vai se reunir nesta semana com o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para uma conversa considerada final sobre a eventual candidatura do parlamentar ao governo de Minas Gerais.
A cúpula do PT avalia que o tema já deveria estar encerrado, mas interlocutores de Lula, de Pacheco e lideranças petistas mineiras insistem que ainda falta um encontro entre ambos e uma manifestação pública do senador para pôr fim ao impasse.
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que Lula resolverá pessoalmente a chapa petista em Minas. A presidente do diretório estadual do PT em Minas, deputada Leninha, confirmou que lideranças regionais seguem dispostas a apoiar Pacheco: “Se o Pacheco resolver vir, vamos juntos com ele”, disse.
Enquanto a reunião não ocorre, a indefinição persiste. Nesta segunda-feira (25), PT nacional e mineiro discutem o palanque estadual em encontro com o presidente da sigla, Edinho Silva, em Brasília. Edinho já declarou publicamente que Pacheco não concorrerá ao governo, mas Leninha pondera que as lideranças locais ainda aguardam um gesto de Lula e uma resposta clara do senador.
Um aliado de Pacheco ressalvou que o rompimento entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), complica a equação para o senador disputar o Palácio Tiradentes. Emissários como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Defesa, José Múcio, tentam agendar uma conversa de conciliação entre Lula e Alcolumbre, ainda não realizada. A relação azedou em 29 de abril, quando o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias, ministro da Advocacia-Geral da União, ao Supremo Tribunal Federal.
Na quinta-feira (21), uma pesquisa do Instituto Real Time Big Data animou o grupo de Pacheco. O levantamento mostrou o senador Cleitinho (Republicanos) na liderança da corrida com 35% das intenções de voto, seguido por Pacheco com 15%, numericamente à frente do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que marcou 14%. O atual governador Mateus Simões (PSD), aliado de Romeu Zema (Novo), aparece com 11%.
Leninha observou que a conversa entre Lula e Pacheco “já era para ter acontecido há várias semanas” e reclamou que a indefinição gera angústia e atrapalha alianças a dois meses das convenções partidárias, quando as chapas serão formalizadas.
Outros nomes ventilados para o palanque lulista em Minas são o empresário Josué Gomes da Silva (PSB), da Coteminas, filho do ex-vice-presidente José Alencar, e o ex-procurador de Justiça Jarbas Soares Júnior (PSB). Uma aliança com Kalil é considerada improvável por lideranças do PDT e do PT.
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