da Redação
25 maio 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começou nesta segunda-feira (25) sessões de radioterapia superficial no couro cabeludo, como complemento ao tratamento contra um carcinoma basocelular retirado em abril. Segundo boletim do Hospital Sírio-Libanês, o procedimento tem caráter preventivo e não deve provocar efeitos colaterais relevantes.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o carcinoma basocelular responde por cerca de 80% dos casos de câncer de pele não melanoma no Brasil. Embora raramente provoque metástase, especialistas alertam que o tumor pode crescer lentamente e causar deformidades quando não tratado. “O carcinoma basocelular cresce de forma lenta e local, destruindo os tecidos ao redor, mas quase nunca dá metástases. O grande risco é deixar a lesão evoluir sem tratamento”, explica a oncologista Veridiana Camargo, da Beneficência Portuguesa de São Paulo.
No caso de Lula, os médicos informaram que a lesão era localizada e sem sinais de disseminação. Após a cirurgia, a dermatologista Cristina Abdala destacou que o tumor “não espalha para nenhum lugar” e costuma ter bom prognóstico quando identificado precocemente.

O que é o carcinoma basocelular
O carcinoma basocelular surge nas células basais da pele, situadas na camada mais profunda da epiderme. É mais frequente em áreas expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço e couro cabeludo. Entre os sinais mais comuns estão feridas que não cicatrizam, pequenas lesões que sangram facilmente, crostas persistentes e manchas descamativas.
Especialistas dizem que muitas vezes a doença não causa dor, o que retarda a busca por atendimento.
Fatores de risco
A exposição ao sol de forma crônica e sem proteção é o principal fator associado ao carcinoma basocelular.
Pessoas de pele clara, olhos claros e histórico de queimaduras solares estão mais vulneráveis. A idade também influencia: o tumor costuma aparecer a partir dos 40 anos, mas pode surgir antes em indivíduos muito expostos à radiação ultravioleta.
Por que Lula fará radioterapia
A cirurgia é considerada o tratamento padrão, com taxas de cura superiores a 90%. Em alguns casos, no entanto, os médicos recomendam radioterapia complementar para reduzir o risco de recidiva, especialmente em áreas delicadas. Lula passará por 15 sessões de radioterapia superficial, técnica que atua apenas na pele, sem atingir estruturas internas.
Quando pode se tornar grave
Apesar de o risco de metástase ser baixo, o carcinoma basocelular pode se tornar agressivo localmente se negligenciado, atingindo cartilagens e ossos. Dermatologistas recomendam atenção a qualquer lesão que permaneça aberta por mais de quatro semanas.
Prevenção e acompanhamento
Quem já teve carcinoma basocelular precisa de acompanhamento dermatológico regular, pois há maior risco de novas lesões. A prevenção continua baseada em medidas simples: uso diário de protetor solar, chapéus, roupas com proteção UV e evitar exposição intensa entre 10h e 16h.
Nos casos avançados, terapias-alvo e imunoterapia já são alternativas disponíveis no país.
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