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Parada LGBT+, no domingo, tem como tema “A rua convoca, a urna confirma”

São Paulo realiza a 30ª edição do evento, maior manifestação do mundo pela diversidade

da Redação

05 junho 2026

Parada LGBT+, no domingo, tem como tema “A rua convoca, a urna confirma”

Parada LGBT+, no domingo, tem como tema “A rua convoca, a urna confirma”.

A Avenida Paulista, em São Paulo, volta a ser palco da maior manifestação LGBTQIA+ do planeta neste domingo, 7, quando acontece a 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+. O evento, organizado pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), traz como tema “A rua convoca, a urna confirma”, destacando a importância da mobilização política da comunidade.

Com início às 10h em frente ao MASP e encerramento previsto para as 18h na Rua da Consolação, a Parada promete reunir milhares de pessoas em uma celebração que mistura festa, militância e reivindicação de direitos.

Programação cultural e artística

A programação oficial inclui atividades que antecedem o desfile, como a Feira Cultural da Diversidade, realizada no Vale do Anhangabaú, e a Corrida do Orgulho LGBT+, no Shopping SP Market.

Além disso, encontros de organizações de paradas de todo o Brasil reforçam o caráter nacional do evento.

No domingo, 14 trios elétricos desfilam pela Paulista com shows de artistas consagrados. Pabllo Vittar e Urias comandam o trio da Amstel, acompanhadas por Silvetty Montilla e Márcia Pantera. Gloria Groove lidera o trio da L’Oréal Groupe, ao lado de Thiago Pantaleão e Romero Ferro. Melody, Pepita, Majur, Jup do Bairro, Chameleo, Grag Queen e MC Soffia também estão confirmados.

“Transmitir os 30 anos da Parada é um espaço de resistência, visibilidade e construção coletiva da comunidade LGBTQIA+”, declarou Rafa Dias, CEO da DiaTV, responsável pela transmissão oficial na TV e no YouTube.

Segurança reforçada

A Secretaria da Segurança Pública mobilizou mais de 1,5 mil policiais para garantir a tranquilidade do público. O esquema inclui efetivos da Polícia Militar, Cavalaria, Choque, Policiamento de Trânsito, Corpo de Bombeiros e Aviação. Drones do programa Olho de Águia e câmeras com transmissão em tempo real para o Centro de Operações da PM também serão utilizados.

“O planejamento operacional foi desenvolvido para reforçar a presença policial em toda a região do evento, garantindo mais segurança ao público e agilidade no atendimento de ocorrências”, afirmou o tenente Máquel Crúvel.

Gradis e torres de observação serão instalados ao longo da Paulista e da Consolação para organizar o fluxo de pessoas. A Polícia Civil terá plantões reforçados, com atuação do Garra, DHPP e da Decradi, especializada em crimes de intolerância.

Polêmica na Câmara

A Parada deste ano ocorre em meio a debates sobre o Projeto de Lei nº 50/2025, aprovado em primeira votação na Câmara Municipal de São Paulo. O texto, de autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), prevê a proibição da participação de crianças e adolescentes em eventos que “façam alusão ou fomentem práticas LGBTQIA+”.

“Limitar o acesso é medida urgente para garantir o bem-estar e a inocência de nossas crianças”, disse Nunes.

Juristas e entidades de direitos humanos reagiram com críticas. Ariel de Castro Alves, conselheiro da OAB-SP, classificou o projeto como inconstitucional: “A Constituição não admite discriminação. Não se pode proibir a entrada de crianças e adolescentes em eventos como a Parada LGBT”.

Nelson Matias, presidente da APOLGBT-SP, reforçou: “Vai ter criança, sim. A Parada é um ato de resistência, espaço de defesa da democracia e dos direitos humanos”.

Evento

Reconhecida pelo Guinness World Records como a maior manifestação LGBTQIA+ do planeta, a Parada de São Paulo reafirma sua relevância cultural e política. Ao longo de 30 anos, consolidou-se como espaço de celebração, mas também de reivindicação de direitos.

Com a redução de patrocínios, alguns artistas abriram mão de cachês para garantir sua participação. “É um ato de resistência e de amor à comunidade”, disse Gloria Groove.

A cada edição, o evento reforça sua mensagem: ocupar as ruas é fundamental, mas transformar essa energia em votos é igualmente decisivo.

Segundo dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a Parada do Orgulho LGBT+ de 2026 deve movimentar aproximadamente R$ 466,2 milhões na economia da capital. Esse montante engloba gastos com turismo, hospedagem, bares, restaurantes, transporte e comércio informal.

Em 2025, o impacto havia sido maior, chegando a R$ 548,5 milhões, mas houve uma queda de cerca de 15% em 2026 devido à redução de patrocínios.

Serviço

Data: Domingo, 7 de junho de 2026
Local: Avenida Paulista, concentração em frente ao MASP
Horário: Das 10h às 18h, encerramento na Rua da Consolação
Entrada: Gratuita e aberta ao público
Transmissão: DiaTV (TV e YouTube)

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