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Quaest: Flávio Bolsonaro cai de 61% para 52% entre evangélicos

Pesquisa mostra perda de apoio do senador no segmento religioso após desgaste com caso Daniel Vorcaro; Lula avança sete pontos

da Redação

12 junho 2026

Quaest: Flávio Bolsonaro cai de 61% para 52% entre evangélicos

A nova pesquisa da Quaest trouxe um recorte revelador sobre o comportamento do eleitorado evangélico. Flávio Bolsonaro, que vinha liderando com ampla vantagem nesse segmento, perdeu nove pontos percentuais, caindo de 61% para 52%. Lula, por sua vez, avançou sete pontos, passando de 24% para 31%.

O resultado indica uma mudança importante na dinâmica eleitoral entre os fiéis protestantes, tradicionalmente alinhados ao campo bolsonarista. Embora o senador ainda mantenha a dianteira, a diferença entre os dois candidatos diminuiu sensivelmente, abrindo espaço para uma disputa mais acirrada.

O recuo de Flávio é atribuído ao desgaste provocado pelas notícias de envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Documentos da CPI encontraram o número do senador nos registros de contato de Vorcaro, fato que gerou forte repercussão negativa.

Além disso, a participação de Flávio na Marcha para Jesus, em São Paulo, foi alvo de críticas de parte dos evangélicos, que acusaram o evento de ter sido politizado, segundo a pesquisa. Nas redes sociais, 51,9% das menções ao senador após a marcha tiveram tom negativo, reforçando a percepção de perda de apoio entre lideranças religiosas e fiéis.

Para Lula, o avanço entre os evangélicos é considerado estratégico.

Historicamente, o presidente enfrentava resistência nesse grupo, mas os números mostram uma tendência de aproximação. A pesquisa indica que, mesmo sem liderar, Lula conseguiu reduzir a distância e ampliar sua base de apoio em um segmento decisivo.

No recorte nacional de segundo turno, Lula aparece com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro. Em maio, os dois estavam tecnicamente empatados. A aprovação do governo também subiu, alcançando 47%, impulsionada por medidas econômicas recentes.

Entre os eleitores independentes — aqueles sem identificação partidária — Lula avançou de 29% para 37%, enquanto Flávio recuou de 31% para 24%. Nesse grupo, o presidente abriu 13 pontos de vantagem, consolidando uma posição mais confortável.

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