Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP dão conta de que a redução na oferta de ovos, aliada ao aumento da demanda pela proteína e à alta nos custos de produção, provocou uma disparada nos preços do produto nos últimos dias.
Uma apuração parcial até 14 de fevereiro indica que o preço médio da caixa com 30 dúzias de ovos tipo extra branco na cidade de Bastos, principal região produtora do estado de São Paulo, subiu 36,5% em relação a janeiro, para R$ 194,16.Em comparação com o mesmo período de 2024, o aumento é de 17,4%.
De acordo com o Cepea, a demanda tem crescido gradualmente, impulsionada pelo retorno das aulas, pois o ovo é uma proteína amplamente consumida nas merendas escolares, além do fator “recuperação do poder de compra da população em geral”.
“Com a oferta reduzida e o bom volume de vendas, os preços devem continuar elevados até a Quaresma, período em que, tradicionalmente, o consumo de ovos aumenta”, afirma Claudia Scarpelin, pesquisadora da área de ovos do Cepea.
Na avaliação do Instituto Ovos Brasil (IOB), entidade que reúne produtores de ovos de todo o país, a recente alta no preço do produto resulta de uma combinação de fatores, incluindo custos de produção, condições climáticas e dinâmica de mercado.
Do lado dos custos, o preço da saca de milho, principal insumo utilizado na ração das galinhas, registrou alta de mais de 30% desde julho de 2024. Embora o impacto não tenha sido imediato, o aumento dos custos tornou inevitável o repasse para o consumidor final, pressionando os preços e os produtores.


