“Acompanhamos este caso, as decisões dos órgãos globais relevantes e – embora observemos as circunstâncias atenuantes envolvidas – sentimos que a proibição de três meses torna a nomeação inelegível”, disse o presidente da Laureus Academy, Sean Fitzpatrick.
Campeão do primeiro Grand Slam do ano, o Aberto da Austrália, em janeiro deste ano, Sinner ficará impedido de jogar de 9 de fevereiro a 4 de maio. Ele voltará a tempo para disputar Roland Garros, no final de maio. O anúncio da suspensão foi realizado em 15 de fevereiro.
A Wada apelou junto à Corte Arbitral do Esporte (CAS) contra o pedido para inocentar Sinner. O tribunal, no entanto, aceitou a explicação de que o tenista italiano teria sido involuntariamente contaminado por uso de clostebol por seu fisioterapeuta. O italiano já havia sido inocentado por um conselho independente em março do ano passado pelo uso da mesma substância.
O CAS considerou que Sinner “não teve a intenção de trapacear” e que “a droga não favorece nenhum tipo de benefício em sua performance”. Além disso, declarou que o uso da substância ocorreu “sem o seu consentimento e como resultado de negligência de membros da sua equipe”. Contudo, o atleta ainda assim é considerado responsável por falta de cuidado provenientes de terceiros.
Sinner se pronunciou através de seus advogados. “Sempre aceitei que sou responsável por minha equipe e entendo que as regras restritas da Wada são importantes para a proteção do esporte que amo. Com base nisso, eu aceito a oferta da Wada para resolver essa questão com a suspensão por 3 meses”, disse em trecho do comunicado oficial.

