A expansão do programa social Gás do Povo, que garante recarga gratuita de botijões de gás de cozinha a famílias de baixa renda, começa a estimular um ciclo de investimentos no setor de gás liquefeito de petróleo (GLP).
O aumento da demanda pelo produto, provocado pela política pública, já leva distribuidoras de GLP a ampliar a produção de botijões, a capacidade logística e a manufatura. O movimento é considerado pelo setor como gerador de atividade econômica, renda e empregos em toda a cadeia.
A Supergasbras anunciou investimento de R$ 500 milhões para colocar em circulação cerca de 2 milhões de novos botijões de 13 quilos até o fim de 2026.
Parte dos recursos já foi aplicada na compra de 700 mil unidades e na expansão da capacidade de fabricação, que passou a 60 mil botijões por mês. O objetivo é atender ao aumento estrutural da demanda.
Outras distribuidoras também adotam iniciativas semelhantes, o que indica aquecimento do mercado e maior competição entre agentes do setor. Especialistas avaliam que a tendência decorre da nova demanda aberta pelo programa.
Revendedores credenciados relatam crescimento no movimento e na procura pelo produto após a adesão ao programa. O dado sugere a entrada de novos consumidores no mercado formal de GLP.
O mercado brasileiro de gás de cozinha movimenta cerca de R$ 60 bilhões por ano. Com a expansão nacional do programa, prevista para alcançar mais de 15 milhões de famílias, o setor projeta crescimento permanente do consumo. Isso implica aumento da produção de botijões, do transporte, do armazenamento e das vendas em revendas em todo o País.
Além da fabricação de novos botijões, empresas do setor planejam ampliar a frota de caminhões, centros de distribuição e infraestrutura de abastecimento, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, onde muitas famílias ainda dependem de lenha ou carvão para cozinhar. A substituição desses combustíveis pelo gás de cozinha reduz riscos à saúde e consolida um mercado consumidor mais estável, capaz de sustentar novos investimentos privados.




